Na dissertação “Despertai!” aparece pela primeira vez uma conclamação referente ao foco dos pensamentos:

“Conservai puro o foco dos vossos pensamentos, com isso estabelecereis a paz e sereis felizes!”

Essa exortação aparece de modo recorrente na Mensagem do Graal, cinco vezes para ser mais preciso, o que mostra a importância de que se reveste o conceito para o espírito humano na Terra e a humanidade em geral.

O foco a que Abdruschin se refere aí não é o ponto para o qual “focamos” nossos pensamentos, para o qual o direcionamos, quer se trate de pessoas, objetos ou ideias abstratas. Não. O foco diz respeito ao nosso coração, nosso âmago mais profundo, nossa vontade mais íntima, a qual concorre para a formação e a lapidação dos pensamentos.

O foco é onde os pensamentos são moldados, modelados, fabricados, o ponto central que lhes dá origem. E este foco ou fulcro é a vontade intuitiva do nosso espírito, do nosso “eu”. Se essa vontade for mantida sempre pura, os pensamentos dela oriundos também o serão, como consequência lógica e natural. Se não for, os pensamentos daí decorrentes serão impuros.

Um pensamento impuro não precisa ser necessariamente muito baixo e trevoso, como são, por exemplo, os decorrentes de sentimentos de ódio, de cobiça ou de inveja. Um persistente pensamento de inconformismo ou de revolta, por exemplo, já não pode ser chamado de puro. Pensamentos contínuos de rejeição a uma atitude qualquer de um nosso semelhante também não são puros. Embora esses pensamentos não gerem as horrendas formas de ódio, ciúmes e coisas semelhantes, eles são, sim, impuros, e oprimem não somente a pessoa por eles visada como também seu gerador. Logo no início da primeira dissertação da Mensagem do Graal – “Que procurais?” – Abdruschin diz: “o que cansa o espírito nunca é o certo”. Esses pensamentos cansam fortemente o espírito! [...]

 

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