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  • Mensagem do Graal
    Mensagem do Graal

     

    Na Luz da Verdade

    Mensagem do Graal

    Autor: Abdruschin

    Livraria do Círculo

  • Os Dez Mandamentos
    Os Dez Mandamentos

     

    Os Dez Mandamentos

    e o Pai-Nosso

     Autor: Abdruschin

    Livraria do Círculo

  • O Filho do Homem
    O Filho do Homem

     

    O Filho do Homem na Terra

    Autor: Roberto C. P. Junior

    Livraria do Círculo

  • Jesus
    Jesus

      

     

    Jesus ensina as leis da Criação

    Autor: Roberto C. P. Junior

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  • O nascimento da Terra
    O nascimento da Terra

     

    O nascimento da Terra

    Autora: Roselis Von Sass

    Livraria do Círculo

  • Atlântida
    Atlântida

     

    Atlântida

    Princípio e fim da grande tragédia

    Autora: Roselis Von Sass

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  • Moisés
    Moisés

     

     

    A vida de Moisés

    Autor: Coleção O Mundo do Graal

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  • Buda
    Buda

     

     

    Buda

    Autor: Coleção O Mundo do Graal

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REFLEXÃO

Ascensão

À humanidade só é possível uma ascensão através do pleno reconhecimento, jamais pela crença cega e ignorante!

Mensagem do Graal

“ Vi por mandado da santa & geral inquisição estes dez Cantos dos Lusiadas de Luis de Camões, dos valerosos feitos em armas que os Portugueses fizerão em Asia & Europa, e não achey nelles cousa algűa escandalosa nem contrária â fe & bõs custumes, somente me pareceo que era necessario aduertir os Lectores que o Autor pera encarecer a difficuldade da nauegação & entrada dos Portugueses na India, usa de hűa fição dos Deoses dos Gentios.

E ainda que sancto Augustinho nas sas Retractações se retracte de ter chamado nos liuros que compos de Ordine, aas Musas Deosas. Toda via como isto he Poesia & fingimento, & o Autor como poeta, não pretende mais que ornar o estilo Poetico não tiuemos por inconueniente yr esta fabula dos Deoses na obra, conhecendoa por tal, & ficando sempre salua a verdade de nossa sancta fe, que todos os Deoses dos Gentios sam Demonios. E por isso me pareceo o liuro digno de se imprimir, & o Autor mostra nelle muito engenho & muita erudição nas sciencias humanas. Em fe do qual assiney aqui. “

Frei Bertholameu Ferreira.

***

O poema épico que canta os feitos da Lusitana gente, nos idos gloriosos da época dos descobrimentos, novos mares, terras e gentes, sob os auspícios da Ordem de Cristo [antiga ordem dos Templários, ostracizada por Filipe IV o Belo de França], foi imbuído de uma geração de deuses, antigos mas vivos no imaginário do poeta, que à época se tornava heresia, não fora o censor da santa inquisição ter dado um parecer mui diplomático para que a obra não fosse censurada, porque de adorno servia para a mui grande e feita obra da gente Lusitana nas paragens do oriente e ciências.

Polémica na aceitação da chamada mitologia, chamada, porque à luz da narrativa cristã o que se passava nessa mitologia era um atentado à dignidade humana cristianizada, histórias que a mitologia sustentava, ¹ [em verdade muitos dos acontecimentos narrados mereceram repudio à luz do novo conceito civilizacional], um eco contrário ao primeiro mandamento da Lei de Deus, “Não terás outros deuses a Meu Lado!“ e ao mandamento de Cristo “amai-vos uns aos outros”; assim sustentavam os seguidores dos mandamentos, ciosos dos seus compromissos para com a divindade em público, mas tolerantes no círculo da sua intimidade.

Estava mais perto o eco do “faz o que te digo, não faças o que eu faço”.

É de estranhar que a pátria da civilização ocidental, Grécia, que tanto contribuiu para o florescimento da cultura europeia e através desta, universal, no campo da democracia, organização e justiça, na filosofia, lógica e dialética, nas ciências, aritmética e astronomia, aceitassem uma religião que, paradoxalmente, contribuía com mitos e superstições na alma culta desse povo, com um panteão deveras profícuo e confuso de divindades e atitudes mais que humanas, embora o átomo fosse já uma realidade presente nos meios académicos da altura*.

Também é de estranhar que a portentosa Roma, que herdou e adaptou a cultura grega ao seu engenho construtivo e organizacional, professasse pelas mesmas vias essa cultura religiosa [anciã nos seus anais], que para muitos dos hipotéticos sabedores das novas realidades da religião não passavam de mitos obscuros de um povo sem horizontes e por tal, merecedores de evangelização [politicamente serviu a Constantino e a Roma], embora, se faça justiça, a mensagem de Cristo fosse arrebatadora e portentosa no seu chamado ao espírito humano para a equidade de valores, contrastando com a valorização dos direitos humanos da época, hoje tão caros à civilização ocidental cristã. Não pertence, contudo, à Grécia e a Roma, o domínio dos deuses, outros povos, distantes entre si, professavam os mesmos deuses, com outros nomes, mas com os mesmos conceitos, culturas diferentes e mitos diversos. É certo que o homem a tudo adultera no cumprimento do seu anseio e poder, também aqui passou o halo nefasto desse mau hábito e a deturpação do conceito de “deuses” e da sua obra, deturpada por uns e cegamente combatida por outros, numa mescla confusa de arbitrariedades no esclarecimento.

Nem por isso o Olimpo dos Gregos ou o Valhala dos Germânicos perdeu o seu lugar na Criação e o seu esplendor no ápice das criações, logo abaixo do Paraíso espiritual, pátria dos espíritos humanos, desempenhando o ser e o destino ao qual foi ligado desde tempos imemoriais. O Olimpo permanece o que é e o que sempre foi, independentemente do querer intelectualizado ou anseio do homem, para sustento desta ou daquela via filosófica, que no tempo muda segundo a evolução do bem ou malquerer e dos conceitos formatados segundo os parâmetros do conhecimento da época. O conhecimento evolui no tempo desmontando conceitos e adaptando as novas gerações a novas evoluções, que originam outros conceitos… e assim será sempre o ciclo do conhecimento… por melhor intencionados que sejam os seres humanos na sua época, o que já por si é difícil, o conhecimento estará sempre adaptado ao espaço e ao tempo.

Mas nem só de pão vive o homem, e os novos horizontes da espiritualidade esperaram milénios até desabrochar o conhecimento acerca dos supostos deuses que afinal não passam de fiéis servidores do Eterno, contribuindo para a sustentabilidade das materialidades visíveis e invisíveis, senhores dos elementos e da natureza, amigos do ambiente e que para ele trabalham diligentemente para que o homem possa tirar usufruto desse labor e possa ser feliz no seu meio, meio esse, que os humanos tão afincadamente destroem para sustentar as suas sociedades sedentas de consumo cada vez mais célere [erro fatal que o futuro se encarregará de reviver porque o passado já por isso passou]. O papel do homem na Criação é destrutivo e degradativo, mais do que as histórias da assim chamada mitologia, “todos os Deoses dos Gentios sam Demonios”, mas o seu lugar deveria ser de hóspede amado e construtivo de beleza e prosperidade.

Entealidade [mitologia], o novo horizonte no Milénio!

O Altíssimo a tudo rege com o Seu halo de vida e sustenta todas as Suas criaturas, que no cumprimento de Sua Vontade, cumprem [ou deveriam] o mandamento, “amai-vos uns aos outros” [amplamente divulgado por Jesus], porque no dar e receber está a sustentabilidade da vida e o desenvolvimento plural da comunidade, em equilíbrio.

Luís de Camões não era cego na sua espiritualidade e a sua obra, Os Lusíadas, é um canto de louvor a todos esses seres que povoam o imaginário dos humanos; saíram do reino da mitologia, da obscuridade, para tomar parte num teatro universal de verdadeiros acontecimentos, perfeitamente adaptados à sua realidade, cantados em poesia na história de um povo singular que os levou nas suas angústias e amores, naufrágios e conquistas, por esse mundo fora, desbravando os mares que ² ”Neptuno dominava, protegidos por Vénus bela, afeiçoada à gente lusitana, e por Marte, que da deusa sustentava entre todas as partes em porfia, ou porque o amor antigo o obrigava”. Mas o infortúnio também perseguia a lusa gente e o Adamastor, dos filhos aspérrimos da Terra, qual Encélado, Egeu e Centímano, cobrou em vidas a ousadia de tal gente cantada pelo poeta que assim agradecia às sereias do Tejo: e vós, tágides minhas, pois criado tendes em mim um novo engenho ardente.

Vem do fundo do tempo o tempo da deidade, que na aspérrima humana vontade se mescla para novo tempo e que no tempo se perpetua em ciclos eternos de cumprimento da divina Vontade. No Olimpo renasce Zeus no tempo de outrora, tomando novo alento no tempo hodierno, brilha em luz áurea a figura, que em vontade cumpre a Vontade do Altíssimo como seu servo, fulgurosos são os raios que emana para condução de seus súbditos no cumprimento de leis universais; brilha Apolo em luz etérea que ao sol confunde a luminescência; Afrodite bela no tempo de agora que em beleza a tudo ofusca em amor puro e casto; em jardins floridos as hespérides alimentam e cuidam das flores da vida, de seu néctar colhido cuidadosamente alimentam as crianças enteais que despertam, futuras almas que a humana prole em condição geram; fulgurosos são os raios de Hefesto na construção do portentoso planeta Terra para a condição humana, vigorosa conduta no cumprimento da Vontade; Gaia a tudo rege como senhora do planeta Terra, é mãe e devota ao Altíssimo, na sua condução os deuses a tudo se obrigam no cumprimento. Passado que foi o tempo sobre os tempos, novos tempos se nos afiguram para cumprimento dos resgates do tempo de outrora.

È de realçar para *consulta sobre o tema, os livros que valorizam o sentido intrínseco dos deuses, numa abordagem mais séria e adaptada a uma nova realidade espiritual que percorre universos, aqui, no correr da palavra, os deuses tomam vida e o seu lugar junto aos homens é ressuscitado para uma nova era. Os enteais sempre estiveram presentes, os homens, no seu aparato religioso e intelectual desvirtuaram o sentido e circuncisaram o conhecimento sobre estes diligentes construtores e mentores da obra Divina, no seu afã de detentores da verdade, de seu Mestre, interpretados por si, erro crasso que custou sofrimento ao seu semelhante e a civilizações, mesmo que por boa vontade, “de boa vontade está o inferno cheio”. Se até Jesus ordenou aos seres elementares dos ventos e do mar que se acalmassem: ³ ”Ele lhes respondeu: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” Na obra, Na Luz da Verdade-Mensagem do Graal, o autor, Abdruschin, refere que: ⁴ ”Nisso jaz a incomensurável grandeza de Deus, Seu Amor, Sua Justiça. Isto é, em Sua obra, que Ele legou às criaturas humanas, ao lado de muitos outros seres, como morada e pátria.”

A nova Era desfraldará o conhecimento da civilização no mais recôndito ser espiritual, num equilíbrio espirito-matéria, simbiose que se faz necessária para evolução e os caminhos dos universos não se farão desconhecidos, antes abertos por seres prestimosos que no cumprimento da Vontade a tudo conduzirão no conhecimento e, então, o ser humano conhecerá o Universo na sua amplitude maior e infinita.

Alma Lusa

 

 

*Consulta bibliográfica:

Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal de Abdruschin; dissertação O Círculo do Enteal, Volume III, livraria Loja do Círculo

O Livro do Juízo Final de Roselis Von Sass; Da atuação dos pequenos e grandes enteais da natureza! 1ª e 2ª parte, livraria Loja do Círculo

Demócrito, filósofo grego (460 aC a 370 aC), expoente da teoria atómica com Leucipo, seu mestre.

 

¹ As narrativas, tanto da mitologia como da Bíblia, são figurativas e não correspondem em facto à realidade, antes, transmitem uma mensagem real de modo figurado.

² Lusíadas, canto I, 20;42 – Concílio dos deuses

³ Mateus, 8-25;27

⁴ Na Luz da Verdade-Mensagem do Graal, dissertação Culto! Volume I