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  • Mensagem do Graal
    Mensagem do Graal

     

    Na Luz da Verdade

    Mensagem do Graal

    Autor: Abdruschin

    Livraria do Círculo

  • Os Dez Mandamentos
    Os Dez Mandamentos

     

    Os Dez Mandamentos

    e o Pai-Nosso

     Autor: Abdruschin

    Livraria do Círculo

  • O Filho do Homem
    O Filho do Homem

     

    O Filho do Homem na Terra

    Autor: Roberto C. P. Junior

    Livraria do Círculo

  • Jesus
    Jesus

      

     

    Jesus ensina as leis da Criação

    Autor: Roberto C. P. Junior

    Livraria do Círculo

  • O nascimento da Terra
    O nascimento da Terra

     

    O nascimento da Terra

    Autora: Roselis Von Sass

    Livraria do Círculo

  • Atlântida
    Atlântida

     

    Atlântida

    Princípio e fim da grande tragédia

    Autora: Roselis Von Sass

    Livraria do Círculo

  • Moisés
    Moisés

     

     

    A vida de Moisés

    Autor: Coleção O Mundo do Graal

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  • Buda
    Buda

     

     

    Buda

    Autor: Coleção O Mundo do Graal

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REFLEXÃO

Credo

Não vos apegueis exclusivamente a um credo em particular, de tal modo que não acrediteis em tudo o resto; de outro modo, perdereis muita coisa boa, ou, mais do que isso, não conseguireis reconhecer a verdade real da questão. Deus, o omnipresente e omnipotente, não é limitado por nenhum credo único.

Ibn al Arabi

filósofo

No passado, na Suméria, os sábios da Caldeia formavam líderes espirituais que conduziam o povo para o progresso humano. Hoje o drama mundial é a falta de pessoas de qualidade para gerir o Estado e governar. Há duas principais instituições voltadas para o preparo de líderes: uma delas é a Harvard, nos EUA, com foco no capitalismo de livre mercado, de onde saíram sete presidentes americanos, e a outra é CELAP, na China, que se baseia no capitalismo de Estado com fundo Marxista.

Com o fortalecimento do jogo diplomático e financeiro, que dá prioridade ao aumento de riqueza e poder, a grande arte de governar ficou no passado longínquo. Os seres humanos têm de mostrar que são capazes de se organizar de forma a alcançar progresso e qualidade de vida, pois movidos pela cobiça e tirania não conseguem conduzir a civilização para o bem geral.

O governo deve ter como prioridade conduzir a população ao aprimoramento sem o paternalismo que enfraquece o cidadão tornando-o dependente. É importante educar para a vida e formar indivíduos que busquem a boa administração dos recursos da natureza e o equilíbrio financeiro, tendo em vista o aprimoramento de todos.

Governantes displicentes com as contas gerando déficits continuados, criaram a ciranda do mercado financeiro, deixando de lado a melhora da eficiência na gestão do Estado que, além de ineficiente, tende a se tornar corrupta. Uma montanha de déficits e dívidas, com compromissos superiores às receitas que os Estados conseguem obter com os impostos já elevados, estão chegando ao extremo da necessidade de aportes financeiros sem que se saiba como resolver a questão.

Enfrentamos o desequilíbrio global. Se o país produz quase nada e importa tudo, o problema é como gerar disponibilidade em dólar. Se faltar, terá de cobrir os déficits com empréstimos. O sistema assim constituído tende ao fracasso pela falta de sustentabilidade, pois quando as deficiências aparecem, tudo cai na estagnação. Sem um vigoroso esforço para melhorar a qualidade dos gestores, do público e da sociedade como um todo, a precária democracia fica ameaçada, incorrendo no risco de regressão geral, medo e ódio.

Os sentimentos negativos surgiram por influências sombrias e destrutivas em oposição à Luz na época em que o ser humano deixou de atentar para a voz interior - a sua consciência espiritual -, que sabia o propósito de ter nascido neste planeta. Atualmente, pouco se sabe sobre o significado da vida, pouco é ensinado, pouco se motiva para a busca desse saber, e assim as pessoas desperdiçam o tempo precioso à cata de prazeres e vícios, temerosos, odientos, vingativos, afastados do Amor, em vez de se aprimorarem como seres humanos.

Tudo tem a ver com equilíbrio da vida. As coisas tendem a caminhar naturalmente, mas desandam quando os homens não agem com equilíbrio e bom senso, querendo impor interesses particulares, interferindo arbitrariamente e criando bolhas. Se os governantes tivessem dado mais atenção à necessidade de equilibrar as contas internas e externas, as importações e exportações, produção e comércio, emprego e consumo, tudo andaria de forma normal. Mas, desatentos, foram cavando buracos para tentar resolver com juros e câmbio, e deu no desequilíbrio global: conflitos entre poder econômico e político, dívidas soberanas, desemprego, atividade econômica deprimida, cultura e educação em baixa. A economia vai se adaptando, seguindo doente, enquanto a espécie humana vai perdendo o rumo, destruindo em vez de beneficiar.

Ao perder o saber espiritual sobre a vida, aceitando o conceito de vida única e acreditando que com a morte tudo acaba, os humanos decaíram numa forma de vida imediatista, que os amarra ao transitório, e sempre tentando explorar uns aos outros, econômica ou emocionalmente, envolvidos numa espécie de guerra não declarada de todos contra todos, sem conciliação e sem perdão. E deu no que deu: em vez de buscar o aprimoramento, o beneficiamento e a melhora geral das condições de vida, foi erigido um mundo áspero e despido de amor. Para reencontrar o perdido saber espiritual as pessoas deveriam se perguntar: por que nascemos neste planeta, o que temos de fazer aqui para um viver proveitoso e benéfico?

Benedicto Ismael Camargo Dutra