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Poemas sobre Deus

 

Poemas sobre Deus

Salmo

Salmo

Pois não credes em Deus, vendo-O nas flores,

Nos lábios da mulher que se namora

Quando um beijo libou de seus amores!

Eu vejo a Deus na rosa quando chora

Lágrimas ternas, lágrimas de encanto

Ao ver mais uma vez romper a aurora.

Eu vejo a Deus num filho que amo tanto!

Eu oiço a Deus gemer num seu gemido,

Eu oiço a Deus cantar se oiço o seu canto!

Tenho-o mais de uma vez, adormecido,

Achado a suspirar meu próprio nome

No leito do meu anjo tão querido!

Sempre que a dor às apalpadelas me assome,

Que apalpe o coração que a dor me rala,

O sinto junto à dor que me consome.

Ele sofre connosco! Ele nos fala

Pelos húmidos lábios do menino

Que do colo da mãe no chão resvala.

Ele que a luz nos dá, farol divino,

Centro dos sóis, dos mundos, do universo,

Que ao hálito da flor marca o destino!

Ele a face nos lambe! Ele do berço

Das águas se ergueu, também valente,

Cedro e lírio caiu, voou disperso!

Como é grande Jeová, como é clemente!

 

Deus?

 

 Luz da fé 

Deus?

Quem terá trazido a mim suspenso,

Atónito, alheado… ou a quem devo,

Enfim, dizer que em nada mais me enlevo,

A ninguém mais do coração pertenço?...

Se desço ao vale, ao alcantil me elevo,

Quem é que eu busco, em que será que eu penso?

És Tu memória de horizonte imenso

Que me encheu alma dum eterno enlevo?

Segues-me sempre… e só por Ti suspiro!

Vejo-Te em tudo… terra e céu te esconde!

Nunca Te vi… cada vez mais Te admiro!

Nunca essa voz à minha voz responde…

E eco fiel até do ar que aspiro,

Sinto-Te o hálito!... Em minha alma, ou onde?

 

Padre-Nosso

 

Padre-nosso

Pai-nosso, de todos nós

Que todos somos irmãos;

A Ti erguemos as mãos

E levantamos a voz:

A Ti, que estás no céu

E nos lanças com clemência,

Do vasto estrelado véu

Os olhos da Providência!

Bendito, santificado

Seja o Teu nome, Senhor!

Inviolável, sagrado

Na boca do pecador!

E venha a nós o Teu reino!

Acabe o da vil cobiça!

Reine o amor, a justiça

Que pregava o Nazareno;

De modo que seja feita

A Tua santa vontade,

Sempre a expressão perfeita

Da justiça e da verdade!

Seja feita assim na terra

Como no céu onde habita

Esse, cuja mão encerra

A criação infinita!

O pão-nosso nesta lida

De cada dia nos dá…

Hoje, e basta; a luz da vida

Quem sabe o que durará!

E perdoa-nos, Senhor,

As nossas dívidas; sim!

Grandes são, mas é maior

Essa bondade sem fim!

Assim como nós (se é dado

Julgar-nos também credores),

Perdoamos de bom grado

Cá aos nossos devedores.

E não nos deixeis, bom Pai,

Cair nunca em tentação;

Que o homem, por condição,

Sem o teu auxílio cai!

Mas Tu, que não tens segundo,

Mas Tu que não tens igual,

Dá-nos a mão neste mundo,

Senhor! Livrai-nos do mal! 

Hino de Amor

 Hino de Amor

Andava um dia

Em pequenino

Nos arredores

De Nazaré,

Em companhia

De São José,

O bom-Jesus,

O Deus-menino.

Eis senão quando

Vê num silvado

Andar piando

Arrepiado

E esvoaçando

Um rouxinol,

Que uma serpente

De olhar de luz

Resplandecente

Como a do sol,

E penetrante

Como diamante,

Tinha atraído,

Tinha encantado.

Jesus, doído

Do desgraçado

Do passarinho,

Sai do caminho,

Corre apressado,

Quebra o encanto,

Foge a serpente,

E de repente

O pobrezinho,

Salvo e contente,

Rompe num canto

Tão requebrado,

Ou antes pranto

Tão soluçado,

Tão repassado

De gratidão,

De uma alegria,

Uma veemência,

Uma expressão,

Uma cadência,

Que comovia

O coração!

Jesus caminha

No seu passeio,

E a avezinha

Continuando

No seu gorjeio

Enquanto o via;

De vez em quando

Lá lhe passava

À dianteira,

E mal poisava,

Não afrouxava

Nem repetia,

Que redobrava

De melodia!

Assim foi indo

E foi seguindo,

De tal maneira,

Que noite e dia,

Numa palmeira,

Que havia perto,

Donde morava

Nosso Senhor

Em pequenino,

(Era já certo)

Ela lá estava

A pobre ave

Cantando o hino

Terno e suave

Do seu amor

Ao Salvador! 

PENSAMENTO

Adonis

Poeta

A sociedade que julga deter a verdade absoluta produz ignorância. Esta última não só ocupa o lugar da ciência e do saber, como se transforma numa revolta perpétua contra o saber e a ciência  

NOVO ARTIGO

A cultura da cobiça

A cultura da cobiça pelo poder tem estado presente ao longo da história da humanidade, mas foi após a invenção do dinheiro que ela adquiriu contornos desesperadores. Os países que são geridos desatentamente, com população indolente, mais cedo ou mais tarde acabam caindo nas garras dos oportunistas que vivem de tirar proveito das fraquezas alheias para ampliar seu poder e influência. O desequilibro é a nota dominante da economia global. Quem pode esperneia, outros se corrompem por dinheiro e se acomodam, permitindo que a decadência não tarde.

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