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             ÁFRICA               e seus mistérios

de 

Roselis von Sass

 

 Preço: 11,00 €

disponivel

encomendas para

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África -a misteriosa África-, o continente negro se contorce em convulsões. Durante séculos subjugada e explorada por povos de outras origens, ela desperta e luta para se libertar. Houve muita infiltração de povos estrangeiros, resultando também em muitas misturas raciais e ligações humanas. Introduziram-se costumes, cultos, comportamentos e ideias estranhas aos povos radicados desde a origem nesse continente.

Surgiram atritos, aversões e ódios entre as partes oponentes, mas também muitos laços de profunda amizade e verdadeiro amor. A presente história, cujos personagens portam nomes diferentes na vida real, reflete resumidamente os problemas surgidos com essas situações, as paixões, as angústias e os insistentes esforços na busca de soluções condignas desses profundos conflitos que envolvem pessoas de alto valor espiritual, livres de preconceitos raciais, de crença errada e de interesses políticos ou económicos. Pessoas que ainda almejam a verdadeira condição humana, buscando o caminho para as alturas luminosas através do desenvolvimento de seus espíritos. Escrito em 1962, o livro regista factos que ocorreram após a independência do Congo Belga, hoje denominado República do Zaire, e é agora editado em virtude de seu elevado conteúdo espiritual, de valor imperecível. 

Ω

Jean Balmain, químico e conselheiro técnico da União de Minas de Katanga em Elisabethville, leu mais uma vez, o relato que enviara a seu tio, há oito dias.

Kivu, fevereiro de 1961.

“Estou na fazenda de nosso amigo Tobias, junto ao lago Kivu. Segurança e sossego nos envolvem, pois as ondas de ódio ainda não chegaram até aqui. Estou sentado no terraço de uma das confortáveis casinhas de hóspedes, e escrevo. Levantando o olhar, deparo com os bandos de pássaros nas ilhas e as pequenas embarcações que saem todos os dias ao anoitecer para a pesca. Nessa ambiente tranquilo os acontecimentos sangrentos dos últimos meses perecem-me como imagens de sonho. Há alguns dias atrás falei com nosso agente em Kigali. Ele é de opinião de que não te deves preocupar por causa do tratado comercial do ano passado, naturalmente, reina agitação em Ruanda-Urundi! Pois as eleições estão próximas. E aquele território também será livre no ano que vem. Não obstante, os fanáticos do partido antibelga, a Uproma, agitam por toda a parte a chama do ódio. Bem, isto era de prever… Sim, meu caro tio, estou em segurança e alegro-me com minha vida. Meu amigo Justin Tebeki soube a tempo do planejado atentado contra mim, de modo que pude salvar-me! Nosso sábio amigo, Abu Ahmed, diria que eu não estava maduro para o Além, por essa razão nada pôde acontecer! Não, não foram os meus serviçais que visavam minha morte, nem meus auxiliares de empresa. Justin fala de “diabos estrangeiros”, instigados, contratados por alguém para afastar-me da região das minas. Aliás, até hoje não sei explicar o porquê? Por enquanto os belgas ainda continuam tendo em mãos a exploração dos minérios de urânio. Essa empresa, apesar de todas as agitações e revoltas, não ficou parada uma hora sequer. Nosso Congo é no momento um lugar preferido por aventureiros internacionais e agitadores de toda a espécie. As Nações Unidas, supostamente, querem pôr um fim a tudo isso. Na realidade, contudo, a situação aqui só piorou com a intromissão dessa duvidosa instituição. O envio de soldados de diversos países mostra, mais do que suficientemente, que os senhores do palácio de vidro em New York não possuem a mínima ideia da verdadeira situação aqui. Receio que ainda corram rios de sangue, antes que se possa pensar em paz. Enquanto estou escrevendo, Tombolo está sentada em seu banquinho baixo, próxima de mim, olhando a sua frente como se estivesse completamente desinteressada. Sei, porém, que me está estudando minuciosamente, a fim de “puxar os pensamentos de minha cabeça”. A cabeça de Tombolo brilha como uma bola preta de bilhar, e ela continua a comandar como um sargento os muitos empregados de Tobias. Não é esquisito que nosso amigo e os seus possam viver em absoluta segurança no meio dos nativos? Os portugueses têm, aparentemente, maior habilidade no relacionamento com os povos das colónias do que nós, belgas. Não quero, porém, afirmar isto demais, pois em Angola também já está surgindo inquietação por toda a parte.

[…]

Agora, meu caro tio, compreendes por que procuramos manter secreta nossa liga tanto quanto possível. Ao mesmo tempo convido-te para que te tornes membro da nossa sociedade secreta. És inteligente e tens o coração bondoso, embora queiras esconder… Falo sério a respeito desse convite… Cito aqui apenas alguns nomes conhecidos, a fim de que vejas que esse assunto deve ser considerado de modo sério: J. K. Bertrand das indústrias de fiação de algodão. Sabes quais são. Ch. Dors das minas de cobre. Teu velho amigo Michel também faz parte. Igualmente R. Matthaus das indústrias Lufira… Todos eles são homens desejosos de permanecer no Congo, e que também tudo farão para melhorar as relações entre brancos e gente de cor. Melhorar no sentido certo!… Somente o futuro mostrará se todos os planos de nossa sociedade poderão ser realizados. Eu, de qualquer forma, também fico. Gosto do país. É a minha pátria. Pelo menos, desde meu segundo ano de vida. Naturalmente estou ciente de que também não sou imune a um assassínio. Não obstante, fico. O que tem de me acontecer, atingir-me-á em qualquer parte!

Inschallah

[…]

Jean ficou muito pensativo ao saber da fuga de Anette. Contudo, logo depois deu toda sua atenção a Arabella. A pequena bruxa, finalmente, curou-o de seu amor por Anette. Talvez nem mais fosse amor, mas sim, uma vaidade ferida. De qualquer modo, não temos mais preocupações, no momento, por causa de Jean. Amrita nos fará uma visita por um tempo mais longo. Ela parece sentir-se muito só e deprimida. Além disso, apareceram novamente militares na fazenda… E por cima de tudo, a grande Mumalee desapareceu. Aliás, sabes, Visram, que auxílio essa mulher singular sempre foi em épocas de crise. Os pretos estão murmurando que a grande Mumalee empreendeu uma caminhada, a fim de trazer a pequena Mumalee de volta… Titin também está doente. O veterinário diz que ela comeu demais. Mas eu conheço Titin. Por causa do estômago ruim não fica deitada assim apática. O aspeto dela me deixa mais doente ainda. Lembro-me agora frequentemente de Abu Ahmed. Por que não sei. Pois nem conheço o velho muito bem. Talvez ele queira lembrar-me de como, em verdade, é fugaz nossa vida terrena… Junto ainda algumas linhas de Anette para ti. Ela deu-as para mim no aeroporto, pouco antes de sua partida. Agora escrevi tudo que tu, caro Visram, precisas saber. Continua com saúde e não permitas que pensamentos tristes roam teu fígado. Comigo, eles, infelizmente, já estão trabalhando.

Vitor Balmain.”

- E aqui tens as palavras que Anette me mandou. Visram deu a Justin um pequeno pedaço de papel. Justin, hesitante, pegou o bilhete.

“Visram querido, desculpa-me por ser obrigada a deixar-te. O reconhecimento de agir direito, deu-ma a força para a minha decisão e a força para a separação. Sempre agradecerei a Deus, o Onipotente, por me ter sido permitido cruzar teu caminho na vida, mesmo que por apenas umas poucas horas. Sempre usarei o bracelete. Ele me faz sentir que estou ligada contigo em espírito. A pomba, essa jóia artisticamente trabalhada que tu me mandaste entregar antes de tua partida, constantemente me lembra que preciso libertar-me espiritualmente de meus grilhões, para ficar perto de ti.

Anette.”

Justin dobrou a carta cuidadosamente, devolvendo-a. - Pena que pai Ahmed não mais se encontre na Terra. Ele ter-se-ia alegrado com Anette. E Visram, meu amigo e irmão… Ela fez a única coisa certa… Visram pegou a carta, segurando-a firmemente. A menção de Abu Ahmed vinha, justamente agora, como uma luz na noite escura… Como podia tê-lo esquecido? Levantou-se, olhando para o céu. O sol ainda brilhava sobre a Terra … De repente sentiu uma saudade indizível por luz e perfeição espiritual, de tal modo, que seu corpo terreno tremia como que em febre… E Anette? Ela, apesar da separação material, lhe pertencia. Mesmo que dessa vez não houvesse uma união com ela na Terra … Sim, Anette era como uma pequena estrela brilhante nos céus do amor … Justin levantara-se também. Viu Mobuta, de longe. O enfermeiro lembrou-o de seus deveres de médico. Os doentes precisavam de seu auxílio. Voltou-se mais uma vez para a sepultura, permanecendo de pé durante alguns minutos diante dela. A seguir pronunciou solenemente o primeiro mandamento do Alcorão:

“Louvor a Deus, o Senhor de todos os Mundos,

o Misericordioso e Caridoso.

Tão-só Ele dirige nossos passos e somente

Ele é nosso Senhor e Deus.”

 

O livro está disponível na Livraria do Círculo

 

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